
Faço este blogue no âmbito da disciplina de Atelier de Multimédia, em jeito de decreto de morte às letras no papel que foram tantas, no ano passado, em Jornalismo Impresso. Desengane-se esta minha perspectiva saudosista do tema.
Comprometo-me, agora, com um tipo de habilidade muito prática aplicada no mundo contemporâneo. Mundo que pede ao jornalismo e aos jornalistas que estendam as suas novidades ao mundo cibernético, que tem no quase infinito, a ‘morte anunciada’ da sua sempre inacabada finitude, envolvida na parafernália de matérias que se perdem num qualquer ‘www’ anónimo. Como anónima e inacabada é a natureza das coisas, aos olhos de biliões de pessoas. Uma espécie de ilusionismo. Algo que existe, mas não existe. Algo que se limita na infinitude de idiotas crenças.
Mas não há – ao menos hoje, no chamado mundo civilizado – mortes decretadas. Por isso, ou também por isso, decidi-me por baptizar este espaço recém-nascido de ‘Acta Diurna’. Em 131 a.C., os romanos afixavam nas paredes um documento com este título. Mas o mundo ‘arredondou-se’. Cresceu para fora de si. Não tem limites. Só por isso falar on-line faz do mundo o meu público potencial.
Fanfarronice? Nem por isso. Foi-me proposto utilizá-lo para ‘esmiuçar’ temas actuais, de forma opinativa ou não, mas, sobretudo espicaçar os fortuitos leitores em termos sensitivos, através do recurso ao audiovisual, campo no qual sou perfeitamente leiga. E talvez por isso.. fica a promessa de não me/vos desiludir.
Creio que será uma oportunidade fortuita no que toca a tirar o açaime aos temas mais controversos, pois que, até então, a maior parte dos textos que escrevi foram estritamente informativos. Assim o espero. Porém, chegou a altura de ‘teclar’ outros desafios.
* Caricatura por André Carrilho - Fonte: www.andrecarrilho.com

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